Haras Nathan



Iniciou sua criação da Raça Árabe em 1990, e ao longo desse período tem se destacado entre os bons criadores brasileiros, tendo inclusive feito a reservada campeã júnior na ExpoNacional 2003, Campeã Nacional Potranca 2004, Campeã Potranca em 2007 e Campeã Nacional Égua em 2008 com Miss Prischaza A.M.R., e nas exposições regionais do Centro-Oeste, está sempre nos primeiros lugares. O Haras Nathan também possui criatório de Nelore P.O. de alta linhagem.

Localizado na saída de Anápolis em direção a Brasília, o Haras Nathan está de portas abertas esperando por você. Com um grande plantel de animais premiados em várias partes do país, o Haras Nathan é um dos mais conhecidos do Brasil na criação do Cavalo Árabe.

Apaixone-se também pelo Cavalo Árabe.
Venha conhecer esta raça milenar e maravilhosa!

Aguardamos você!

Alaor Mendes Ribeiro


Origem do Cavalo Árabe



A origem do Cavalo Árabe não é clara. Aceita-se que o cavalo foi domesticado há 4.000 anos, o que faz dele o mais antigo "Amigo do Homem", antes mesmo do cachorro. Em sua forma selvagem, foi conhecido do homem das cavernas, e Fairfield Osborn, do Museu de História Natural dos EUA, afiança que nas gravações a pedra das cavernas de Cambarelles há, em meio a outros animais selvagens, a figura do cavalo. Isso há quase 40 mil anos atrás. E os contornos desses desenhos milenares não deixam dúvida: focinho pequeno e delicado, linha de dorso curta, perfil triangular da cabeça - tratava-se do Cavalo Árabe!

Uma lenda Islâmica põe mais próxima de nós a origem de cavalo. Ismael, filho de Abrão (e irmão de Isaac), capturou uma égua selvagem, preta, que estava prenhe. Ela pariu um outro; este crescendo fecundou a mãe e as irmãs, surgia então os "Kuhaylan", o tronco mais antigo do cavalo Árabe.

Mas foi com Maomé, que nasceu em 571 antes de Cristo, que o Cavalo Árabe alcançou dimensão política, religiosa, geográfica e militar. Impondo sua fé à base das conquistas, Maomé organizou a mais poderosa cavalaria militar da História. O cavalo passou a ser irresistível arma de guerra - "um dos mais significantes acontecimentos das organizações militares da História humana".

Tornou-se Maomé, assim, o primeiro grande arabista do mundo (o segundo seria Napoleão), Maomé queria aprimorar a raça ao nível de um entendimento "quase divino". Certa feita tinha 100 éguas em observação, num cercado, há vários dias sem beber. Elas tinham sido treinadas para caminhar em direção ao Profeta quando soasse sua trombeta. Sob o suplício da sede e num dia de "sol de deserto", as 100 éguas foram soltas e saíram em direção de um lago. Quando já estavam próximas da água, Maomé fez soar a trombeta. 95 delas não obedeceram ao chamado do profeta, mas cinco estancaram imediatamente e foram ao seu encontro. Maomé as abençoou e fez dela as grandes matriarcas da raça que, nos séculos seguintes, assombraria (e conquistaria) a Ásia, África e Europa.

Das "Cinco do Profeta", uma se chamou Kuhaylan, outra Saqlawi. Os animais da linhagem Kuhayln são "de selas e guerra", com acentuado porte masculino. Os Saqlawi são mais finos e dotados de "graça feminina". Junto com os Muniquí, esses animais da linha Kuhayln e Saqlawi compõem o "grupo Asil" dos mais autênticos cavalos do deserto. Angulosos, de pescoço longo e membros fortes, os Muniquí são, dos três, os mais vocacionados para a velocidade e foi de um garanhão Muniquí que surgiu o cavalo "Flyng Childers", que deu origem ao puro-sangue inglês de corrida.

Asil é palavra egípcia para significar puro, nobre, genuíno. E ter um animal Asil é sonho dos criadores do mundo inteiro, desde Maomé até hoje - e mais hoje do que nunca.

No Brasil, o árabe é o mesmo cavalo há mais de 4.000 anos. Hipólogos reconhecem nele as seguintes qualidades básicas:

- Prepotência genética;

- Refinamento, beleza e "harmonia perfeita" do corpo;

- Sólida saúde, estando aí a razão de sua longevidade e fertilidade;

- Seu emocional apego ao homem, com um caráter que combina docilidade, brio e estamina;

- Resistência e rusticidade;

- Capacidade de trabalhar com um mínimo de necessidades corporais e fácil recuperação após esforço;

- Mansidão e inteligência;

- Garbo e elegância como animal de sela.

O governo brasileiro introduziu no período entre 1930 a 1950 a raça no país para incrementar a sua cavalaria, então concentrada no Rio Grande do Sul.

De 65 a 78, após ter fundado em 64 a Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Árabe (ABCCA), Dr. Aloysio Faria deu um impulso decisivo à criação nacional realizando as primeiras importações de porte e qualidade. Um ano depois foi realizado o primeiro leilão.

As importações continuaram crescendo de 82 a 84. A procura passou a ser bem maior que a produção, todos os cavalos tinham um grande valor.

Diante de uma situação econômica ruim no período de 86 a 90, as importações brasileiras foram limitadas para 100 Cavalos Árabes por ano. Os anos seguidos de alta produção e o excesso de oferta que invadiu o mercado fez com que os criadores diminuíssem as importações em 1993.

Os compradores se tornaram mais exigentes, o brasileiro trocou a quantidade pela qualidade e a partir daí, os animais brasileiros alcançaram o sucesso entre criações de todo o mundo. Atualmente, a produção do Cavalo Árabe no Brasil é reconhecida internacionalmente.

A criação de cavalos não possui a mesma finalidade dos tempos pré-automobilísticos. Hoje, a criação de cavalos tem um apelo sentimental, uma força que transcende apenas sua utilização em corridas, em passeios ou para locomoção em áreas rurais. É algo que está dentro da alma humana, conviver e se integrar com esse maravilhoso animal, considerado um dos mais imponentes sobre a face da terra.

O Cavalo Árabe, também conhecido como um animal guerreiro, desperta grandes paixões em seus criadores e em todos que possam ter o privilégio de montá-lo ou mesmo de ter um contato direto. É um animal imponente, de porte nobre e que une os mais diferentes criadores e admiradores, por todo o mundo. Apesar de ser um cavalo de guerra, sua maior proeza foi a de continuar puro por tantas gerações, trazendo do passado o espírito de seus ancestrais e dos homens que fizeram história, montando e criando esses belos animais.

A paixão que esses cavalos despertam em seus criadores é inigualável, fazendo com que sua criação tenha se tornado uma atividade altamente profissional e técnica, onde são empregadas as mais modernas tecnologias da área veterinária e da genética, visando um constante aperfeiçoamento dos animais, sem que isso descaracterize a raça.

Venha conhecer esta raça milenar e maravilhosa!

Apaixone-se também pelo Cavalo Árabe.



KAYN EL FAYD


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